[Resenha] Onde os velhos não tem vez

09:30 Adriana Reis Andrade 2 Commentários


Olá pessoal! Alguns de vocês provavelmente conhecem essa história que lhes trago, mas com o nome de ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ, com o Javier Barden como Chigurth, o assassino psicótico e com um penteado pra lá de estranho e o Tommy Lee Jones no papel do xerife Ed Tom Bell. O livro teve sua adaptação para o cinema pelos irmãos Joel e Ethan Coen em 2007/2008 (acho que 2007) e foi um grande ganhador do Oscar de melhor filme, melhor diretor (os dois) melhor ator coadjuvante para Javier e melhor roteiro adaptado. E Também ganhou outros prêmios importantes como o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante e melhor roteiro.

Quando vi todas essas indicação foi logo comprando o livro e só depois fui ver a adaptação para o cinema. E AMEI ambos.

O que mais me marcou tanto no livro quanto no filme, foi o começo e o final do livro de ambos. O começo conta o assassinato brutal do subdelegado da cidade, que foi incrivelmente super bem interpretado pelo Javier e muito bem dirigido pelos irmãos Coen:


                                        


A história se passa lá pelos anos 80 no estado do Texas próximo a fronteira do México, se vocês não sabem, é super comum o porte de armas por lá, porém, o que Chigurth usava era algo bem peculiar e incomum... 

Pois bem, Moss (o responsável por ensanguentar a história) está numa boa, caçando antílopes no deserto, atira, erra e vai à busca da caça novamente, mas o que ele encontra no meio do deserto são homens mortos e um quase morto (gente curiosa...), eu chamaria a polícia e faria psicanálise o resto da minha vida, mas não Moss, dá uma de Sherlock Holmes e vai sair pra investigar o caso e encontra um pouco mais longe dali outro homem morto com uma valise de couro ao lado:

“Estava abarrotada de notas de cem dólares. As notas estavam em pacotes atados com fitas do banco, cada uma delas carimbada com a designação $10,000. Ele não sabia qual o total, mas fazia uma boa ideia. Ficou ali sentado olhando para as notas e depois fechou a aba e ficou sentado com a cabeça baixa. Toda a sua vida estava ali diante dele. Dia após dia desde a alvorada até o escurecer, até o dia em que estivesse morto. Tudo resumido a vinte quilos de papel numa bolsa.”

E que comece a caçada! Moss não fazia ideia, mas essa grana toda que ele achou no meio daquela guerra de traficantes, só lhe traria desgraça! E não fazia ideia de como um assassino não saia da cola dele não importasse o quanto ele fugisse (Como? só lendo ou vendo o filme).

O xerife Bell é o meu personagem mais favorito, pois mesmo sendo um velho xerife, ele não conseguia entender porque de tanta brutalidade e frieza, não acreditava nas coisas que as pessoas eram capazes de fazer e eu me identifiquei muito com ele, pois apesar de imaginar que as pessoas são capazes de fazer atrocidades, quando elas acontecem você não consegue acreditar.
Sinto-me uma velha como Ed Tom Bell.

SERVIÇO:

Título Original: No Country for Old Men
Autor: Cormac McCarthy
Tradutor: Adriana Lisboa
ISBN: 85-7302-766-5
Gênero: Ficção Americana
Páginas: 252
Editora: Alfaguara
Nota: 5/5
Estante: Skoob

2 comentários:

  1. Oi, Adri.
    Eu gostei muito do filme, mas não sabia nada sobre o livro!
    Vou dar uma pesquisada!
    Beijos
    Camis - Leitora Compulsiva

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  2. É bem legal mas não fica muito atrás do livro, adoro quando não deixam a história fugir ^^

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