Desastre Iminente

08:30 Érica Guimarães 0 Commentários


Título Original: Walking Disaster
Autor: Jamie McGuire
Tradutor: Ana Death Duarte
ISBN: 978-85-7686-255-0
Gênero: Romance Americano
Páginas: 405
Editora: Verus
Nota: 4/5
Estante: Skoob
Onde comprar: Saraiva / Cultura / Submarino

Sinopse: Toda história tem dois lados. Em Belo Desastre, Abby disse o que pensava. Agora chegou a hora de conhecer os fatos pelos olhos de Travis.

Travis perdeu a mãe muito cedo, mas, antes de morrer, ela lhe ensinou duas regras de vida: ame muito, lute mais ainda.
Tendo crescido em uma família de homens que gostam de jogos e lutas, Travis Maddox é um cara durão. Musculoso e tatuado, bad boy até o ultimo fio de cabelo, ele leva uma mulher diferente para casa a cada noite. Até conhecer Abby Abernathy...
Determinada a se manter longe de problemas, Abby resiste com todas as forças ao charme de Travis, sem saber que assim só o deixa mais determinado a conquistá-la.
Será que o invencível Travis “Cachorro Louco” Maddox vai ser derrotado por uma garota?

Comentários:

Bonjour Anges!!

Hoje é dia de mais uma leitura na “Pilha do Anjo”. E mais uma vez o gênero escolhido foi o New Adult, sendo esse um dos mais esperado nesse ano por quem curte o gênero. Depois do sucesso de “Belo Desastre” veio sua sequencia. E aí, nada mais justo do que começar essa resenha refrescando um pouco a memória sobre a trama da história.


Em “Belo Desastre” conhecemos Abigail Abernathy, ou simplesmente Abby, que é uma garota de dezoito anos que deixou sua cidade natal, juntamente com sua melhor amiga America para fazer a faculdade em um lugar onde ninguém olharia para ela e saberia de seu passado. Por conta de deixar tudo para trás, Abby é uma garota certinha, que estuda e tenta não se enfiar em confusão.

Então, America começou a namorar Shepley, e foi assim que a Abby acabou  tendo seu primeiro encontro com o primo dele, o bad boy Travis Maddox, o típico garoto com quem sua mãe nunca ficaria feliz de te ver junto. Aliás, eles se conhecem de uma forma inusitada, quando Travis estava lutando e acabou por espirrar sangue de seu adversário na roupa dela.

A partir de então, Abby tenta se manter o mais afastada de Travis, porém os dois começam a ter uma espécie de amizade e em uma das lutas acaba surgindo uma aposta: se Travis recebesse um soco durante a luta teria que ficar um mês sem sexo, mas se ganhasse sem o adversário tocá-lo Abby teria que morar no apartamento dele por um mês. Bem, não é surpresa pra ninguém que o Travis ganhou essa luta, não é mesmo?

Mas, o que ninguém sabia era o que REALMENTE se passava na cabeça do Travis esse tempo todo. E é aí que entra o livro de hoje, “Desastre Iminente” é exatamente a mesma história de “Belo Desastre”, porem, pelo ponto de vista do Travis.

Logo no prólogo já ficamos sabendo como o garotinho meigo de três anos virou uma fonte de fúria ambulante. Com a morte prematura de sua mãe e, principalmente com suas palavras finais já dá pra ter um vislumbre do verdadeiro motivo por trás de todo o jeito cafajeste do Travis.

E essa não superação da morte da mãe deixou o bad boy como um bebê abandonado na questão emocional, como se houvesse uma trava de segurança que o impedisse de amadurecer, trave essa que só foi rompida pela chegada de Abby.

Criado sem nenhum apoio feminino, tendo seu irmão mais velho como pai, pois seu próprio pai também não conseguia se recuperar da morte da esposa, é possível também entender de onde vem todo o lado EXTREMAMENTE machista do Travis. Sério, tem partes que dá vontade de entrar no livro e socar o Travis pra ver se entra alguma coisa na cabeça dele.

Em outros pontos, minha vontade continuou sendo socar a Abby, pois vendo o ponto de vista dele, ela também errou feio em muita coisa nesse relacionamento. “Desastre Iminente” enfatizou muito o quão explosivo esse casal é.

Um ponto positivo do livro é que Shepley e America aparecem mais e como eles são o apoio incondicional do casal explosivo esse contraponto dessa essa equação bem equilibrada e mais gostosa de acompanhar.

A autora conseguiu não se tornar repetitiva. Por ser a mesma história, temi reler “Belo Desastre” com apenas algumas frases diferentes, e não foi isso que aconteceu. Tirando o estritamente necessário, essa sequencia foi construída de forma e realmente apenas mostrar o outro lado da moeda.

E o final foi um pós-final de “Belo Desastre”, chegando a mostrar o que aconteceu entre os dois algum tempo depois. Eu particularmente AMEI esse final e acho até que a autora poderia ter trabalhado um pouco mais em cima disso, pra não ficar o pouco forçado que ficou.

E falando na autora, depois de ler os agradecimentos, dedicatórias e o epilogo fiquei com a maior impressão de que grande parte da história de Abby e Travis é na verdade uma parte da história da própria autora e seu marido Jeff. Achei isso MUITO legal.

Então, se você ainda não conhece Abby e Travis, essa é uma boa oportunidade. Uma leitura rápida, envolvente e que mostra a real extensão dos sentimentos de todos os envolvidos na trama. Assim como o primeiro, esse está na lista dos meus preferidos!


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