O Rei do Inverno

23:33 Milena Cherubim 4 Commentários


Título Original: The Winter King
Autor: Bernard Cornwell
Tradutor: Alves Calado
ISBN: 978-85-01-06114-0
Gênero: Ficção – Romance inglês
Páginas: 546
Editora: Record
Nota: 4/5
Estante: Skoob
Onde comprar: Saraiva / Cultura / Submarino





Sinopse:O Rei do Inverno conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. "O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa," explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Corwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.





Comentários:

Esse é o livro escolhido para o Desafio Literário 2013. Ok, sei que demorei mais do que o mês dele para ler, sei que hoje não seria dia de resenha... peço desculpas por isso. Contudo finalmente terminei a leitura de “O Rei do Inverno”. Só posso agradecer ao Bernard Cornwell por ter me deixado louca, brava, irritada, alegre, triste, rindo com as cenas e claro me deliciando nas batalhas.


Eu tinha uma ideia romantizada de Artur, Guinevere e Lancelot. Infelizmente cai por terra ao ler. Coitada das minhas amigas que nessas horas me escutavam e falavam “calma, calma”. A Jéssica, Solilóquio a Dois, já leu e me falou “Ih! Você não viu nada!”. Pronto. Murchei. Devo confessar que parei de ler uns dias, pois estava irritada com o livro. Mas vamos ao que interessa não é?
Quem narra a história é Derfel Cadarn. Derfel era saxão, virou britânico e no fim da vida tornou-se “irmão Derfel”, ele se converteu de pagão para católico. E preso em sua cela por Sansum (bispo todo poderoso), porque ele tem que sofrer como Cristo sofreu e eles homens de Deus deveriam passar pelas provações, ele escreve a história de Artur para a sua Rainha Igraine.
Igraine é apaixonada pela vida de Artur e quer a todo custo contá-la aos outros, para isso pede a Derfel para escreve-la e claro que existe um escriba que passará da língua saxã ao inglês. Como o bispo não sabe ler, não fará a diferença em que língua esteja, mas ele sabe distinguir algumas palavras por isso Derfel tem medo que Sansum descubra a verdade e o puna com a morte.
O livro é dividido em cinco partes. Um nascimento no inverno conta como o herdeiro do Rei Uther chega ao mundo. Sim Artur é filho de Uther, mas é filho bastardo. A mãe de Artur era camponesa e isso não era nada para a família real. O único filho que o Rei reconhecia era Mordred. Infelizmente seu filho morre e deixa um filho no útero de sua esposa, Norwenna. Os dummonianos acreditavam nos deuses. Uther e seus séquitos acreditavam nos deuses. Norwenna era cristã e não gostava dos rituais pagãos que o Rei impunha ao seu filho. É aqui que aparece Morgana.
Não pense que Morgana é aquela bruxa que encanta por sua beleza. Pois não é. Ela é irmã de Artur e Uther a escuta mais que ao filho. Morgana após um incêndio onde seu marido morre e ela fica totalmente desfigurada. Seu pai a oferece uma máscara de ouro para cobrir seu rosto. Merlin é o mentor dela. Até agora ninguém sabe onde Merlin se encontra. Isso me deixou bem irritada, pois pra mim ele era uma pessoa importante nessa narrativa. Além de Morgana existe outra sacerdotisa de Merlin. Nimue é uma menina que fora pega como escrava e quando Merlin a viu a requisitou pra ele. E ele era como um deus para aqueles pagãos.
Nem tudo eram flores. O neto de Uther nasceu com o pé torto. E ele precisava casar Norwenna com algum Rei vizinho para trazer união aos reinos. Foi feito um conselho entre os reinos amigos e ficou decidido. Norwenna casaria com Gundelus e Mordred seria rei no lugar do avô quando esse morresse e jamais. Jamais Artur ficaria no trono. Bem... um erro que acredito ter sido cometido. Artur além de inteligente era ótimo na guerra. E até agora ele não aparecera, mas (sempre tem o mas...) uma traição aconteceu. Norwenna morreu pela espada de Gundelus. Nimue estuprada e teve seu olho arrancado pelo ‘novo’ rei. E claro, ele tentou matar a criança para ficar com o reino.
Na segunda parte, A Noiva, conta como Artur e Guinevere se conhecem. Sim!!!! Artur aparece para cuidar de Mordred até ele ter idade para governar. Nessa parte entra uma ‘noiva’ para Artur. Seu nome é Ceinwyn e como Derfel a descreve uma estrela. Artur e Ceinwyn noivam, mas no momento em que Artur coloca o olho no fim do salão ele a vê. Uma mulher linda, ruiva, uma princesa sem reino. Guinevere. E claro ele foge e se casa com ela deixando uma amargura no pai de Ceinwyn e gerando uma guerra.  Merlin ainda não aparece...
Já na terceira parte temos A volta de Merlin. YAY eu esperando ansiosamente por isso. Claro que me decepcionei muito até realmente Merlin chegar. O que acontece somente na página 309. Merlin não estava se escondendo, veja bem. Ele estava procurando os tesouros da Britânia. Se ele achasse todos os deuses seriam obrigados a restaurar a paz entre os povos.
Enquanto isso Artur estava no poder até Mordred ter idade para assumir. Não era a vontade de Artur reinar, mas se dependesse de Guinevere ela matava o ‘rei’ manco e deixava seu marido no poder sim. E por causa dela meu querido Artur se ferra. O pai de Ceinwyn quer a cabeça de Artur. E com isso uma guerra se inicia.
Lá em cima se você percebeu eu falei de uma sacerdotisa de Merlin, a Nimue. Ela é uma peça muito importante na história. Ela sempre soube que sofreria as três feridas dos deuses. Orgulho, corpo e mente. Ela fora estuprada por Gundelus e seu olho arrancado. E a última ferida é a da mente. Sim ela ficaria doida. E para onde vão os loucos do reino? Para A Ilha dos Mortos.
Esse é o próximo capítulo do tomo. E como é delicioso. Imagina você ir a um local onde só te deixam entrar e jamais poderá retornar. Derfel foi buscar Nimue, já que Merlin nem se abalou. Não vou contar aqui como foi que ele a trouxe de volta. Porque perde a graça. Esse foi o segundo capítulo que mais me chamou atenção.


E o último capitulo, Parede de escudos, é a guerra propriamente dita. Onde o Rei Gorfyddyd, pai da estrela, quer vingança a honra de sua filha. Ele quer a morte de Artur por se casar com Guinevere ao invés de sua linda filha. O cenário é surreal. Como eu visualizo as cenas, e isso às vezes não é tão bom assim, imagina eu vendo o sangue jorrar. O homem ser empalado. Cavalos sendo atacados. Espadas estocando corpos. Pilhas e pilhas de homens mortos. Mesmo assim esse foi o melhor pra mim. Algumas colocações que devo fazer.
Guinevere é uma mulher egoísta, narcisista, nada gentil e bondosa. Nada parecida com a dama que eu idealizava. Sabe aquela Rainha que sempre ajudava os frascos e comprimidos???? Então. Eu a imaginava assim. E claro minha revolta mor é Lancelot.  Covarde. Não participava das guerras. Acho que a melhor palavra para descrevê-lo é essa mesma COVARDE.  
Separei algumas passagens para vocês verem como é a narrativa de Cornwell.

Assim, quando terminou o Alto Conselho, Artur, filho de ninguém, foi escolhido para ser um dos guardiões juramentados de Mordred. (pág. 90)

Igraine está infeliz. Quer histórias da infância de Artur. Ouviu falar de uma espada presa na pedra e quer que eu escreva a respeito. Conta que ele foi gerado por um espírito numa rainha e que os céus estavam cheios de trovoes na noite de seu nascimento, e talvez esteja certa e os céus tenham feito barulho naquela noite, mas todo mundo com quem falei tinha dormido o tempo todo, e quando à espada na pedra, bom, houve uma espada e houve uma pedra, mas o lugar delas na história ainda está muito adiantado. A espada chamava-se Caledfwlch, que significa “raio duro”, mas Igraine prefere chamá-la de Excalibur, e também irei chamá-la assim porque Artur nunca se importou com o nome de sua espada longa. (pág. 129)

Agradecemos a Deus por isso, e pelo presente do fogo e pela força de continuar essa história de Artur, o rei que Nunca Foi, o Inimigo de Deus e Senhor das Batalhas. (pág. 132)

Posso vê-la agora, parada em meio aos seus cães de caça que tinham os mesmos corpos finos e esguios de sua dona, o mesmo nariz comprido e os mesmos olhos de caçador. (Derfel descrevendo Guinevere pág. 220)

Esse é o primeiro livro da trilogia As Crônicas de Artur, vou dar uma parada e ler outras aventuras. Veja bem, isso não quer dizer que não gostei, só que preciso digerir melhor, a história é muito densa com muitas informações e tenho que digeri-la! Espero que tenham gostado, eu curti muito o tomo. Vou terminar até o fim do ano a trilogia e vou postando aqui no Memories para vocês. ^_^



4 comentários:

  1. Oie :)

    Acho que esse é o tipo de livro que pode ser considerado tenso assim como você disse, eu quero muito ler a série mas vou esperar um pouco :D

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/ ( comenta lá :D )

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  2. amoadorovenero Cornwell! já li outras coisas dele, mas até agora a trilogia do Artur é a minha favorita. chorei horrores no final. *-*

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  3. Gabriel, esse livro é ótimo, vale muito a pena.

    Jéh já to vendo que o final vai ser TENSO demais heheheh

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  4. Oi, Mi!!
    Eu tenho muita vontade de ler os livros desse autor. Tenho um aqui na estante e quero tentar ler nesse ano!!
    beijos
    Camis - Leitora Compulsiva

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