Encontro fantástico na Livraria Cultura

14:25 Milena Cherubim 1 Commentários

O encontro foi marcado para o dia 16 de outubro, sábado, no Shopping Market Place às 18h com o pessoal da Revista Fantástica. Carol Chiovatto e Leandro Schulai,estavam presentes. Luiz Ehlers e Felipe Pierantoni, por áudio pelo Skype, os quatro estavam representando a revista e recebendo convidados especiais como a blogueira Alba Milena, do blog Psychobooks e Erick Sama, editor da Editora Draco.

O salão estava recheado de novos autores, jornalistas e leitores ávidos de Literatura Fantástica. O primeiro tópico a ser questionado foi proposto por Dhyan Shanasa, editor e revisor da revista, foi “A importância da leitura de obras clássicas na formação de autores e leitores” e para responder essa questão, Erick Sama foi chamado.

Para Erick quem aspira a ser um escritor “tem que ler muito Aristóteles, a narrativa é muito importante. O resgate dos clássicos é essencial para quem quer escrever”. Como a Literatura Clássica é obrigatória nos colégios a maioria dos adolescentes não faz a leitura. Vão ler somente no vestibular, porque também é obrigatório.

Depois de Stephenie Meyer com os clássicos em seus livros, Romeu e Julieta e O Morro dos Ventos Uivantes, os leitores começaram a prestar mais atenção nesses livros “velhos”. A Editora Lua de Papel, do Grupo Leya, fez uma releitura dos clássicos brasileiros. Dom Casmurro e os discos voadores, Senhora, a Bruxa e Escrava Isaura e o vampiro.

Ana, uma leitora de apenas 15 anos, afirma que lê livros clássicos. “Meu autor preferido é Machado de Assis com Dom Casmurro”. Mas foi colocada uma questão importante. O direito autoral, Erick afirma que “a internet é uma ferramenta de busca grande e existem muitos livros clássicos de domínio público, vale muito à pena investir nos clássicos”, não há necessidade de baixar um livro pirateado.

Ler é fundamental

Para se escrever bem, é preciso ler muito. Já diziam os professores, essa afirmação é verídica e confirmada pela Carol Chiovatto. “Se você não lê, não faz as concordâncias corretamente, comete erros gramaticais, enfim, o texto não é bom.”
Leandro Schulai, escritor de O Vale dos Anjos, concorda com o Erick. “O que mata é a obrigatoriedade, a linguagem e o contexto para quem quer escrever são obrigados a saber. Tem que ler um clássico”.

Luiz Ehlers, editor-chefe da Revista Fantástica, está no Paraná e não pode comparecer ao papo ao vivo, mas colaborou como o “oráculo”. “Não critico a importância que os livros (os clássicos) têm. Não são livros para adolescentes, mas são imprescindíveis para quem quer escrever. Autores como Honoré de Balzac e Victor-Marie Hugo são para os autores e não para os jovens”.

Felipe Pierantoni, editor de arte da Revista Fantástica, também não pode comparecer, afirma que “o escritor não pode ignorar os clássicos, é forçar a barra”.

À hora da polêmica

Passando a palavra aos convidados, um autor brasileiro foi o primeiro a falar. Erik Santana, autor de Filhos da Noite, criou polêmica ao questionar as releituras dos clássicos que para ele não foram aceitas. “Houve uma desmoralização dos clássicos. A história de Dom Casmurro misturada com ET’s? E acredito que a escritora Stephenie Meyer não é uma boa escritora. A série Crepúsculo foi mal escrita”, isso causou um burburinho entre os convidados.

Alba discordou que Meyer é ruim, Schulai ri com a colocação de Santana e fala que esse estilo literário é para entretenimento. Cada autor escolhe como serão seus personagens, pode ter sido de um sonho, em uma conversa com amigos, tomando um café... não importa. Erick Sama faz uma colocação interessante. “Um livro é clássico por que marcou uma época, Acho que temos que mudar o nome de Classicismo, a literatura de entretenimento”.

Lucas um escritor em transformação e professor de História Erudita Popular, está escrevendo um livro que contém aspectos mitológicos. Gosta muito de Rafael Dracon e os vilões para ele são os melhores. “Meu livro é diferente porque o personagem principal é a Morte! Mas tenho que pensar que os livros têm que vender”, informa.

Para um autor ver seu livro publicado é seu sonho realizado, mas e se for inviável a publicação? Erick Sama diz que “tudo sempre foi feito para vender, nem sempre os autores querem escutar os editores. Às vezes não estão boas algumas partes e é pedido para refazer. Alguns não aceitam.”, conclui.

Mudando de assunto...

Qual é o critério de escolha para um livro? Um livro publicado pela Draco? Erick responde que “a preocupação da editora são com novos autores, a editora procura certos tipos de assunto, romances vampirescos, temas que estão em foco, obras que tenham a cara do autor. O escritor tem que acreditar em seu original”.

Larissa Siriani afirma que “as editoras não publicam nacionais, elas querem Best Sellers”. Erick rebate “ao contrário, a Draco prioriza os autores nacionais, buscamos novos autores, descobertas para a editora”.
Um tema proposto foi “Escolhas Editorias”, abaixo um vídeo que Erick Sama explica um pouco dos livros da Draco.


São 15 títulos produzidos pela Draco em 1 ano de existência. Erick enfatiza que a editora dá oportunidade para autores novos mas explica que “a falta de experiência e a ficar ansioso não adianta, não é errado pagar para publicar um livro, mas tem que ter um profissional (editor) para auxiliar”.

Diogo autor de dois livros diz que “eu tenho um agente que me ajuda bastante na hora de editar o livro, fazer os ajustes”. Sim é necessário um profissional experiente no assunto, assim seu livro sai melhor editado, sem erros gramaticais e com uma narrativa que prenda o leitor.

Internet

A internet é uma forte aliada dos novos autores. Erick coloca que “sempre houve uma grande produção nacional, vários escritores brasileiros, mas o que a internet fez não foi só aumentar e sim melhorar a visualização das obras”. Para a produção dos livros a ‘gráfica digital’ possibilita o aumento de lançamentos de livros.

Contudo não é só com isso que os autores têm que se preocupar. Com o advento da internet, as facilidades de produções, os escritores podem colocar seus trabalhos na rede mundial, porém cuidados devem ser tomados. Registrar na Biblioteca Nacional os direitos pela obra. Erick confirma falando para “os novos autores as divulgações no Orkut, Facebook, Twitter são ótimos para o escritor aparecer. Tem que aparecer, não pode se esconder, tem que mostrar seu nome no mercado. A editora divulga os livros, mas com a participação dos autores isso aumenta os leitores. Pessoas confiam em pessoas e não em empresas”.

Carol diz que “se deve tratar as pessoas não como números e sim como críticos, amigos”. A questão é tratar com respeito os leitores, pois são eles que compram os livros e como afirmou novamente Carol “uma pessoa se gosta do autor, a obra indica para aos seus amigos. Agora se o autor não o tratar bem, além dos amigos e família a divulgação é maior”.

Agradecimentos

Fechando o encontro após 2h, os convidados agradeceram a oportunidade do encontro, abaixo vídeo:

 


Um comentário:

  1. Estou te seguindo no Twitter e agora aqui no seu blog. Muito prazer. Também adoro leitura.
    Bjs
    Alda

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